sábado, novembro 28, 2009

Nightdreaming

Às vezes dou por mim a pensar na minha vida, nas minhas decisões e opções até hoje, naquilo que já ganhei e também naquilo que já perdi para ganhar outras coisas. Ganhar ou perder, é assim a vida e a utilização dos verbos depende apenas da nossa posição perante a mesma.
Talvez com esta minha mais recente opção, com esta mais recente escolha de caminho te esteja a perder, mas aquilo que ganhei com a tua presença na minha vida ultrapassa até o facto de, talvez, nunca mais te voltar a tocar, de nunca mais te voltar a beijar, de nunca mais te ver a sorrir perto de mim...Mas mesmo se isso acontecer, tenho a sorte de ter gravado na minha memória e no meu coração todos os momentos que ganhei contigo...

P.S.: Vou ficar à espera, à tua espera...Afinal de contas, foi um "até já"!

quinta-feira, novembro 26, 2009

Between Bakerloo and Central

There he was, just stading in Tube tunnel with a guitar on his hands and the sound of his voice. And there I was, passing by him with his words coming out of my mouth. At that moment, all the good things came to my mind, a mix of happiness and sadness.
And I just wished you were there with me... someone like you, somebody...

quarta-feira, novembro 11, 2009

Round of applause to the biggest fool in the world. Give him all that you got and they still ride out into the sunset with the next girl.

sexta-feira, novembro 06, 2009

quarta-feira, outubro 21, 2009

quarta-feira, outubro 14, 2009

Raise a Child

Antes de existir um adulto, há uma criança. E se, por vezes, aos adultos é difícil ensinar-lhes certas coisas, a uma criança é ainda mais difícil.

Estes dias tenho-me deparado com as birras da minha sobrinha de 3 anos, ou 4 anos, segundo o que ela diz a toda a gente quando lhe perguntam a idade. Para além de estar na idade dos porquês (why? why? why?) está na idade de adquirir boas maneiras. Ensinar uma criança de 3 anos a dizer Boa Noite às pessoas ou, simplesmente, ensinar-lhe que as coisas não podem ser como ela quer que sejam é difícil. Aliás, muito difícil. Se nem aos pais ela respeita ainda muito, porque também eles estão a tentar dar-se ao respeito, quanto mais a mim…

A semana passada tive de elevar um bocado o volume da minha voz à minha sobrinha, coisa que raramente faço. Depois começou a chorar, porque é extremamente sensível como a Titi dela e chora por tudo e por nada, basta elevarem o volume da voz quando falam para ela. Tive pena dela e de a ver chorar, mas mantive a minha postura até ao fim. Depois, ficou tudo bem. Claro que quis ir fazer queixinhas ao pai dela, como faz queixinhas à mãe quando o pai se zanga com ela, na tentativa desesperada de um salvador, porque ainda acredita que ela e os comportamentos e atitudes que têm são os correctos.

É nestes momentos que tenho a certeza de que não quero ter filhos já e de que as minhas prioridades ainda não passam por dar à luz uma criança e educá-la. É que, parecendo que não, dá algum trabalho. E não estou a falar apenas de ensinar que se deve pedir para fazer xixi ou cócó na casa de banho quando se tem vontade ou de que não se devem atirar as coisas para o chão. Estou a falar daquelas birras que as crianças, como a minha sobrinha, Touro de signo, fazem por lhes estarem a contrariar. Choro, a tender para o grito, mais conhecido por pretend crying cá em casa, durante 4 minutos; intercalados por chamamentos como papi ou mami ;acompanhados de espernear das pernas, pulos no sofá ou imediato contacto com a superfície terrestre; e contactos corporais com outras pessoas que não sejam os seus progenitores.

Bad boys

Yeah the bad boys are always catching my eye

(Ooh Way, Ooh Wah)

I said the bad boys are always spinning my mind

(Ooh Way, Ooh Wah)

Even though I know they're no good for me

It's the risk I take for the chemistry

With the bad boys always catching my eye

(Ooh Way, Ooh Way, Ooh Wah)

Oooooh, bad boys

domingo, outubro 11, 2009

Onde estás? Não sei.
Não sei de ti faz algum tempo. Não sei se vives ou se vais vivendo.
Não sei se andas perdido ou se já te encontraram. Talvez esteja pelas margens do Tejo ou do Douro, no desejo que eu não te encontre. Talvez já te tenham encontrado e andes feliz.
Se tiver de ser, assim o será. Se é o melhor, então que o seja.
Mais dia ou menos dia, talvez vá ter de acabar. Se assim tiver de ser, assim o será.

Obsessed


Ontem vi este filme... Ainda bem que não o fui ver ao cinema até porque não é um filme pelo qual gostaria de pagar uns quantos euros para o ver. De qualquer maneira, cheguei a duas conclusões:
1) Acho que nunca terei por nenhum homem nem sequer 1/3 da obsessão que a personagem da Ali tem pelo Idris
2) Acho que nunca serei tão esposó-dedicada como a personagem da Beyoncé. No entanto, tal como a mesma personagem acho que serei tão ou mais "bad" como ela...
XOXO from L Town

terça-feira, outubro 06, 2009

Crash

A vida é mais do que isto, até porque isto em pouco define a nossa vida. A vida é mais do que aquilo a que estamos habituados a viver, aquilo que estamos habituados a sentir, a olhar. A vida é mais do que este mundo em que, por vezes, fazemos questão de estar. Este mundo, é bem mais fácil até. Já o conhecemos, já sabemos o que esperar dele. Poucas serão as coisas que nos surpreenderão.
Quando nos apaixonamos, por exemplo, abrimos a porta para outro mundo que não o nosso. Às vezes, esquecemos, por completo o nosso mundo e passamos a viver no mundo do outro, ao invés de vivermos com o nosso mundo no mundo do outro.
A colisão dos mundos é inexplicável, principalmente quando cada um vive no seu mundo e anda no seu prório caminho. Mas a verdade é que não é difícil colidirmos com outra pessoa, principalmente quando andamos numa cidade onde quase não conseguimos ver quem está a passar do outro lado da rua. Na realidade, é demasiado fácil a colisão dos corpos, a colisão das almas com aquele olhar que quase não pede para entrar e em que nos sentimos despidos de tudo o que em nós é acessório.
Isto é talvez o que mais gosto nesta cidade: saber que as probabilidades de colidir com outro mundo são muito maiores.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Quem disse que é impossível olhar para as pessoas que passam ao nosso lado nas ruas de Londres mentiu...
Eu olho, talvez à procura daquela química dos olhares que sentem os que se atraem mutuamente ou, simplesmente, de um sorriso cúmplice de um total desconhecido...

quinta-feira, outubro 01, 2009

By The Thames

Nao sei se existe um momento em que decidimos o que queremos fazer com a nossa vida, mas concerteza existem muitos momentos em que achamos o que queremos fazer com ela. Entre ontem e hoje esses momentos apareceram na minha vida.
Nao sei se foi dos ares do Tamisa, se da temperatura amena de Londres enquanto as folhas das arvores caem na avenida de Temple a Blackfriars, mas a verdade e que talvez esta viagem tenha servido para algo.
Hoje, quando estava sozinha naquela sala a espera que me chamassem para a entrevista, achei que era doida. Tinha saido do meu pais e tinha vindo para outro, que em nada tinha a ver com o meu, falar uma lingua que em nada e parecida comigo, para uma entrevista para um hospital que nada tem a ver com aqueles onde eu estive e onde as entrevistas nao se assemelhavam, em nada, aquelas que ja tinha tido. Tinha andado quase que perdida dentro daquele hospital, vendo a hora passar e pensando se nao conseguiria encontrar o A.C.E.E.S.S. e se esta viagem a Londres tinha sido em vao. Tinha chegado ontem, dormido apenas 5 horas na noite anteior e nas restantes, carregando uma mala de ombro que continha o meu portatil e, na outra, a mala de 20 kilos que, apesar de tudo, ainda tinha rodinhas. Tinha estado quase que perdida no meio de uma cidade, sem libras e sem dinheiro no telemovel portugues para que me pudessem contactar. Depois de tudo isto, Sim! Talvez seja doida, maluca, o que quiserem chamar. Eu, fico-me pelo corajosa porque e corajoso qualquer um que venha para esta cidade a procura dos seus sonhos e da sua propria gloria...

quarta-feira, setembro 30, 2009

L Town

Talvez com 22 anos seja mais sábia, talvez não. De qualquer maneira, isto não é uma fuga das vicissitudes da vida como resultado de uma possivel sapiência. É apenas uma pequena viagem para quem, talvez, precise de uma. Não para esquecer algumas das vicissitudes da vida porque elas continuam mas, simplesmente, para parar por momentos e me relembrar que tudo se resume a este mundo e a muitos outros, a esta viagem e a muitas outras.
Assusta-me, por momentos, saber que não te poderei falar enquanto lá estiver mas, a verdade é que cá, ou lá, tu e eu nunca vivemos no mesmo país, no mesmo mundo. Já antes tinha dito que começava a estar farta de viajar sempre ao teu encontro, ao invés de seres tu a apanhar um avião e me vires ver. Agora, acho que me fartei ainda mais. Tu não precisas de mim, por isso para quê ficar?
Depois desta viagem, que não é de certo ao teu encontro, logo se vê o que farei com as malas que levo sempre que viajo para junto de ti...

London here I come...


segunda-feira, setembro 14, 2009

domingo, setembro 13, 2009

Presente do Indicativo

NÃO acredito que existem pessoas que não sabem amar. Pelo contrário. Acho que todos nós sabemos, mesmo que seja à nossa própria maneira e acredito que todos nós damos uma importância diferente ao Amor. Não creio que seja certo dizer-se que alguém não sabe amar. Há simplesmente aqueles que amam, aqueles que são amados e aqueles que se deixam amar. E é aqui que reside a diferença, a diferença de se sofrer ou não por amor.

OLHO à minha volta e acredito que algumas pessoas nunca tenham sofrido muito por amor em comparação com outras. Outras, acredito que já sofreram bastante. Não quero com isto dizer que aquele que não tenha sofrido tenha amado menos do que aquele que sofreu bastante. A diferença está na importância que ambos atribuem ao próprio Amor e no modo como o vivem. Há quem não consiga viver sem ele pois ama sempre, incondicionalmente, e há quem viva bem com ou sem, quem se sinta sempre amado e se deixe amar.

AMAR talvez não seja para todos nós, mas o Amor sim, independentemente do tempo que ele demore a chegar. Afinal de contas, todos temos o direito a sentir borboletas dentro da barriga. Todos temos direito de encostar a nossa cabeça e ouvir o bater de um coração que não seja o nosso. Todos temos o direito de sermos invadidos pelo olhar de alguém que nos faz sentir bem. Todos temos direito a um beijo, quer nas noites quentes e frias, quer nos dias de sol ou de chuva. Todos temos direito a um abraço em noite de lua cheia. Todos temos direito a viver plenamente os momentos e a acreditar que nada mais importa para além daquilo.

O Amor é para todos, até mesmo para o maior dos criminosos. A única diferença em Amar, Ser Amado ou Deixar-se Ser Amado está em conjugar o verbo amar no Presente do Indicativo ou nunca conjugá-lo.

domingo, setembro 06, 2009

Um dia, não importa quando, também vai chegar a tua vez...

sábado, agosto 29, 2009

Falta tempo

SEMPRE achei que as lágrimas nunca secassem quando gostamos de alguém e essa pessoa nos deixa, mas descobri que estava errada. As pessoas deixam-nos, as lágrimas rolam mas, mais dia ou menos dia acabam por secar. Já não se chora compulsivamente. Já não caem lágrimas quando, simplesmente, pensamos nessa pessoa.
O Domingos Amaral escreveu um livro que se chama Já ninguém morre de amor e eu acho que é verdade. Morria-se, agora já não se morre. Chora-se, sofre-se, mas a vida segue em frente. Aliás, a vida tem sempre de seguir em frente. Os Homens e as Mulheres de hoje já não perdem tempo com os amores de Hoje que não dão certo, pois sabem que Amanhã há um novo amor que pode espreitar por entre a esquina de uma qualquer rua pela qual se passa, de um qualquer caminho por onde se anda.
DISSE-TE que esperava que me dissesses algo, que simplesmente me dissesses quando e eu ía. Não te falei mais, fora um mero olá que nunca faz mal a ninguém e que, mesmo se não for correspondido, eu sempre achei que relembra ao outro que ainda cá estamos e que ainda nos lembramos. Foi isso que fiz contigo. Tu, nada.
ONTEM fiz um esforço enorme para não me lembrar de ti, para não pensar em ti, fora quando estava na parte detrás de um carro, encostada num ombro amigo, a falar de ti e a percorrer as ruas de Lisboa à procura de um lugar vazio para estacionar o carro no Bairro Alto. Depois, depois tentei esquecer-te e, acho que consegui. Não te procurei pelas ruas do Bairro, não pensei sequer que te poderia encontrar. Como podia se tu foste embora? Se tu viraste costas e disseste que tinhamos de acabar?
Ontem não te procurei, mas também não procurei ninguém porque és tu e a recordação de ti e de nós que ainda preenchem o vazio que sinto nas noites. É a tua existência em mim que me faz sentir a tua falta.
HOJE disseste-me olá e eu não respondi. Não estava. E as lágrimas, por ti, afinal ainda não secaram...Falta tempo.

domingo, agosto 23, 2009

Não te compreendo. Não te compreendo quando me disseste que estavas a trair os teus sentimentos. Perguntás-me se te entendia, se percebia que era melhor pôr um ponto final agora do que mais tarde, mas não, eu não consigo entender. Não consigo compreender. E, por mais que tente, no meu pensamento e no meu coração, nas memórias que guardo de nós, lembro-me das tuas palavras, dos teus gestos. Lembro-me de ti e, não, ainda não consigo compreender, ainda não consigo perceber.

Vou ficar à espera que, como sempre desde o dia em que te conheci, arranjes um pedaço de tempo na tua agenda para mim para nos encontrarmos e falarmos. Sou-te sincera quando digo que me surpreendeste. Mais uma vez, depois de quase meio ano, conseguiste. Surpreendeste-me quando disseste que merecíamos os dois acabar o que existia entre nós numa conversa cara a cara, corpo a corpo. Também concordo. Ainda há muito para eu perceber, nem que para isso tenhas de me magoar mais do que eu já estou magoada. 'Eu sei o que estás a sentir' foi o que me disseste... Será que realmente sabes?

Ainda há muito para eu dizer porque, apesar das maravilhas da internet, ela não é fantástica o suficiente para te fazer compreender o quanto gosto de ti e o quanto mudaste a minha vida desde aquela noite de Outubro. Por isto, vou ficar à espera, à espera que arranjes um espaço para mim, uma espera que eu peço que não demore muito. Afinal, cada tempo tem as suas próprias palavras.

Ver-te, mais uma vez, nem que seja a última, é ter a certeza de que me fazes e farás falta. Ver-te, mais uma vez, é relembrar os momentos que passámos juntos e os quais eu nunca esqueci de viver, de os sentir intensamento e de os recordar, segundo a segundo, quando já não estávamos juntos. Eu sabia que qualquer uma daquelas vezes podia ser a última.

Se isto é um Adeus? Da minha parte nunca o será. É, ao invés desta palavra que eu sempre detestei, um Volto já ou um Até já. E agora? Agora não há lugar para arrependimentos. Aliás, não me arrependo de nada neste quase meio ano. Não me arrependo de ter olhado para ti mais do que uma vez, não me arrependo da nossa troca de olhares naquela noite, não me arrependo de te ter chamado para junto de mim. Não me arrependo de te ter conhecido e de termos ficado aqueles minutos a conversar. Nem sequer me arrependo de me ter de vir embora a seguir e de não estar vestida para matar. Não me arrependo de quando nos voltamos a encontrar em Dezembro, de quando fomos ao café. Não me arrependo de te ter permitido invadir a minha bolha actimel quando te sentaste junto a mim. Não me arrependo das mensagens que te mandei, nem daquelas que não cheguei a mandar (Acho que foram mais as que mandei do que aquelas que deixei por mandar!). De nós, não me arrependo dos gestos, das palavras, do toque. De um modo geral, não me arrependo de nada.
Antes de tu apareceres tinha-me arrependido de muita coisa no meu Passado, mas tinha aprendido com o erro. Não voltaria a cometer o mesmo erro duas vezes, não contigo.
Agora sei que tenho que viver, sobrevivendo. Parte de mim vai contigo e uma parte de ti fica comigo, disso tenho a certeza. O futuro, nenhum de nós o sabe. Talvez os nossos caminhos se encontrem outra vez, nem que seja noutra vida.

E, apesar de tudo, uma coisa é certa, as pessoas aparecem na nossa vida e saem dela por algum motivo. Porque razão apareceste, isso eu já sei.