domingo, novembro 05, 2006

"Não vás com demasiada sede à fonte"

A minha mana um dia disse-me "Não vás com demasiada sede à fonte Isma" e eu respondi-lhe "Ok!". Não sei se a frase era dela, se de outra pessoa qualquer, mas gravei-a na minha mente. Ouvi o que ela me estava a dizer e interiorizei. O problema é que interiorizei mal. Dias depois percebo que talvez tenha ido "com demasiada sede à fonte". "Já sabes qual é a minha opinião Isma...". Sim, é verdade, eu sabia qual era a opinião dela, cujo nome não vou pronunciar, mas naquele momento era mesmo aquilo que eu queria fazer... e fiz! Sabia que a minha mensagem dentro de uma garrafa verde iria ser atirada ao mar e não iria voltar. A minha mensagem dentro de uma garrafa verde iria navegar, à deriva, mas eu não pensei e fiz realmente aquilo que queria: Atirei-a ao mar! Não me arrependo. Ontem não me arrependi, hoje também não me arrependo. A garrafa verde não voltou com uma resposta à mensagem que eu mandei dentro dela, mas não faz mal. Sei que fui com demasiada sede à fonte e sabia também que a água podia ser imprópria para beber, mas mesmo assim tentei. Tentei porque não me queria arrepender, no Futuro, do que não tivesse tentado, como já me arrependi no Passado.
Hoje, nesta manhã de Domingo, enquanto estava deitada na minha cama, percebi que era tempo de continuar em frente e deixar a fonte para trás. Talvez a água, Hoje, seja imprópria para consumo e, Amanhã, já a possa beber. Mas hoje, na minha cama com a minha eterna confidente percebi, por fim, que tenho de seguir em frente. Não vou à procura de outras fontes para beber água, embora esteja com sede. Para beber água de alguma fonte é preciso gostar-se da fonte e da água que se está a beber e estou a deixar para trás Aquela fonte. O Futuro é uma caixa de surpresas, onde a vida, o eterno boneco dentro da caixa, dá voltas, mais voltas do que aquelas que nós imaginamos. Quiçá, um dia, encontrarei, de novo, esta fonte no meu caminho. Pode ser que este meu desejo, encoberto por uma possibilidade, se concretize...

sábado, novembro 04, 2006

Down on my knees




Ayo - Down on my knees live in Paris

quinta-feira, novembro 02, 2006

Também eu vou contar-vos um segredo...

Hoje comprei o livro da Margarida Rebelo Pinto - "Vou contar-te um segredo". Dizem que ela copia o que escreve nos seus livros, de outros livros, mas isto agora não interessa nada. Não foi para falar da existência ou não de plágio por parte desta escritora que eu decidi postar pela 2ª vez no mesmo dia!
A verdade é que estou aqui, em frente ao computador, conversando e lendo ao mesmo tempo... Umas vezes lendo mais, outras vezes lendo menos (quando na realidade devia de estar a ler "os cuidados ao doente em fase terminal")... Estava aqui a ler e quando li o que aqui vos vou passar fiquei perplexa! Quem me conhece acho que vai perceber porquê....
"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miranges, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe um sms a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas.Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro. Já fui como tu uma sobrevivente à procura de uma luz que me levasse por um caminho com menos pedras. (...) Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo, pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. (...) Ainda que não acredites, tu viverás para semrpe nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro. Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que vivires com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem. Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."
in "Laranjas ao Ar" de Margarida Rebelo Pinto - "Vou contar-te um segredo"

Nestas águas que caem do céu

À deriva nas águas que caem do céu...
Ontem deu-me um aperto no peito. Bateu aquela saudade de ouvir aquelas músicas, sabias? Aquelas músicas que ouvimos naquele dia, lembras-te? Eu lembro-me. Lembro-me como se fosse hoje. Lembro-me cada vez que me sento e ponho aquelas músicas a tocar. Lembro-me sempre que ponho o pause na minha vida e o play nos meus sonhos e começo a sonhar acordada. E aí esqueço tudo o que me rodeia, esqueço onde estou, esqueço as pessoas com quem estou e todas as minhas energias convergem ao meu pensamento e à recordação que tenho daquele dia... Talvez já tenhas esquecido aquele dia, mas eu não! Talvez já nem te lembres de como tudo aconteceu, mas eu não! Talvez já nem penses nem te lembres que eu existo, mas eu não! E se te lembrares de mim, talvez seja só por mero acaso, por mera coincidência, tão comum na vida do ser humano, mas eu não!
Sei que não queres nada sério, mas nem eu quero amigo. Sofreste no passado e talvez seja por isso que não te queiras envolver, mas eu também não quero. Mas hoje, neste dia de Outono chuvoso, mais do que qualquer outro dia, fazes-me falta. Sim! Tu aí, tu que sabes quem és, fazes-me falta! Tu que vives perto de mim fazes-me falta... Bizarro, já que não te conheço não achas?
E agora, agora anseio para que, neste dia chuvoso, venhas ter comigo... Vem e deixa-me "contar-te um segredo"...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Alteração cerebral

E descobrir que há pessoas com memória curta...